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quarta-feira, 3 de abril de 2013

III Seminário de Agricultura de Precisão

Olá amigos leitores, venho através desta postagem divulgar o  III Seminário de Agricultura de Precisão, organizado pelo Grupo de Mecanização na Agricultura de Precisão (gMAP), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

Abaixo pode verificar mais informações de como se inscrever e da programação do seminário.

Com o Objetivo de divulgar temas atuais relacionados à agricultura de precisão, ferramentas para investigação da variabilidade espacial e ações de manejo, para estudantes e profissionais, abordando os principais conceitos , aplicações e suas perspectivas no Brasil o Seminário de Agricultura de Precisão, que em 2013 completa sua 3ª edição, acontecerá no dia 12 de abril no anfiteatro do pavilhão de Engenharia- USP/Esalq.

O evento contará com 6 palestras  de mestres e doutores especialistas no assunto de Agricultura de Precisão como o  MSc. Gustavo Portz, doutorando da USP/Esalq e Prof. Dr. Gustavo Faulin da Fatec de Pompéia.
As inscrições podem ser feitas pelo site da Fealq, com valor de R$100,00 para profissionais e R$50,00 para estudantes até o dia 07 de abril, após esta data os valores passam a ser de R$150,00 para profissionais e R$70,00 para estudantes. Para que as inscrições de estudantes sejam efetivadas, deve-se enviar via fax (19) 3422-2755 ou via e- mail cdt@fealq.org.br um comprovante de matrícula, que pode ser  uma cópia da carteirinha de estudante, de um boleto de mensalidade ou uma declaração da escola.
 
O evento é realizado pelo LAP (Laboratório de Agricultura de Precisão), e pelo gMAP, com apoio da USP/Esalq , da Fundação MT, da Arvus, da Fatec e da UFRGS.

 

 Fica ai uma boa opção para quem que adquirir conhecimento na área de AP, e também para quem já conhece e que se atualizar, uma vez que é um seminário referência no assunto.



Fonte: http://www.agriculturadeprecisao.org.br
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sábado, 14 de abril de 2012

Curso softwer CR Campeiro 7

Amigos leitores hoje vou falar sobre o CR Campeiro 7. O mesmo se trata de um softwer criado pelo Departamento de Engenharia Rural do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Maria, tendo como coordenador o projeto o Professor Enio Giotto


O Projeto CR Campeiro 7 é estruturado sobre um sistema computacional integrado, com diversas ferramentas de gestão e de análises técnicas , que irão auxiliar o aluno, o professor, o produtor rural, o profissional e a empresa no alcance de seus objetivos. Abaixo descrevo as suas principais funcionalidades:

Administração Rural
Gerenciamento administrativo e financeiro de propriedades rurais:
       - Custos e Receitas.
       - Fluxo de Caixa.
       - Controle de estoque.
       - Maquinários (operações e manutenção).
       - Mão de Obra.

 
Agricultura Familiar
Gestão das atividades desenvolvidas na pequena propriedade rural, designada de propriedade familiar, independente do tipo de exploração que é praticada na mesma.
       - Planejamento de operações.
       - Monitoramento de atividades.

Agricultura de Precisão
       Gestão de procedimentos que envolvem o uso de geotecnologias como sistemas de posicionamento global (GPS) aplicadas no manejo de culturas agrícolas.
      - Amostragem georreferenciada de solos.
       - Mapas de fertilidade e de produtividade.
       - Aplicação a taxa variável.
       - Análises estatísticas  e Interpretação de Mapas.
       - Geoestatística (análise de semi-variograma).

Avicultura de Corte
Gerenciamento técnico de criações de aves de corte.
        - Controle de Aviários.
        - Custos de Produção.

Bovinocultura de Corte
       Gerenciamento técnico de gado de corte.
        - Manejo nutricional, reprodutivo e sanitário.
        - Custos de Produção.
        - Rastreabilidade de bovinos.

 Bovinocultura de Leite
       Gerenciamento técnico de gado de leite.
        - Manejo nutricional, reprodutivo e sanitário.
        - Controle da produção leiteira.
        - Custos de Produção.

Gestão Técnica de Lavouras
       Gerenciamento da atividade agrícola em um talhão por operações executadas em três processos:
       - Implantação da lavoura.
       - Monitoramento de aplicação de insumos e operações agrícolas.
       - Colheita.
       - Custos de Produção.

Geoprocessamento - GPS
          Sistema de Informações Geográficas com:
       - GPS (Download/Upload - Online).
       - Espacialização de mapas, imagens digitais georreferenciadas, shapes e bancos de dados geográficos.
        - Interface com GoogleEarth.
        - Integração com CAD, ArcView e Spring.
        - Modelagem 3D.

Nutrição Animal
       - Banco de dados de alimentos.
       - Formulações de rações.
       - Cálculo de necessidades nutricionais – corte e leite.

Silvicultura
       - Inventário florestal de florestas plantadas.
       - Análise de regressão aplicada ao Manejo Florestal.
       - Análise multivariada – componentes principais.

Sistema de Tecnologia Móvel
       Sistema em plataformas Pocket-PC e Smartphones, com GPS e GPRS integrados, para coleta e transmissão de  dados e informações georreferenciadas.

Suinocultura
       Gerenciamento técnico de suinocultura:
        - Unidade de produção de leitões.
        - Ciclo completo.
        - Manejo Nutricional, reprodutivo e sanitário.
        - Custo de Produção.

Topografia
       - Processamento de levantamentos topográficos plani-altimétricos.
       - Divisão de áreas.
       - Georreferenciamento de Imóveis Rurais.
       - Integração em ambiente CAD.
       - Transformação de coordenadas.


Para ter acesso ao CR Campeiro 7 você precisa fazer um curso a distancia ministrado pela Universidade Federal de Santa Maria, mas para quem tiver interesse no mesmo deve ser rápido, pois a inscrição acaba no dia 18/04/2012. Para mais informações aqui...
Inscrições aqui...

Eu já garanti a minha vaga corram e garantam as suas, garanto a todos que não vão se arrepender, o programa pelo que já me informei é muito funcional e com custo beneficio sem comparação aos demais programas do seguimento no mercado atualmente.

Grande abraço para todos e qualquer duvida com relação a inscrição no curso pode comentar com suas duvidas e terei prazer em ajudar. 


Fonte:
www.crcampeiro.net
eniogiotto.blogspot.com.br
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eletronica embarcada e os computadores de campo

Olá amigos leitores, anteriormente falei sobre Como começar na AP com baixo investimento.
Hoje vou falar sobre a eletrônica embarcada e os computadores de campo, o avanço nesta tecnologia facilita e possibilita muitas atividades da AP na atualidade.

Significado dos termos:
Eletrônica embarcada: representa todo e qualquer sistema eletro-eletrônico montado em uma aplicação móvel, seja ela um automóvel, uma maquiná agrícola, um navio ou um avião.

Computadores de Campo: são computadores com caracteristicas de software e hardware semelhantes aos computadores de mesa e notebooks. Entretanto os mesmos possuem estruturas e capacidades diferenciadas dos computadores convencionais. Geralmente são projetados para poucas funções e bem especificadas.

A eletrônica embarcada já é muito utilizada no nosso dia a dia, posso lhe sitar como exemplo a injeção eletrônica de seu carro, o computador de bordo que controla o voo de um avião e tantos outros. Na agricultura esta técnica esta cada vez mais se aprimorando, grandes empresas estão criando departamentos para criação e melhoramento destes equipamentos. 

A Stara, empresa brasileira de produção de equipamentos agrícolas, que no passado importava esta tecnologia, hoje já fábrica e exporta os mesmos. E por sinal vem produzindo equipamentos de qualidade equivalente aos importados e com preços mais acessivos.   

Os equipamentos de AP como controladores de aplicação, barras de luz, monitores de plantio e colheita são uma junção de eletrônica embarcada e computadores de campo. Os sistemas possuem um conjunto eletrônico de sensores, antenas e válvulas que são ligados a um computador que os controla. Estes computadores são equipados com software específicos para cada uma das funções desejadas. 

Esquema de um Piloto Automático:
Figura representativa dos componentes de um piloto automático, alguns modelos possuem outros componentes.

Esquema de um controlador de aplicação:
Figura representativa dos componentes de um controlador de aplicação, alguns modelos podem conter componentes diferentes.

Espero que tenham conseguido entender os termos em assunto e como eles são utilizados na AP.


Fica ai mais uma de minhas postagens, espero que tenham gostado. Não deixem de comentar.


Grande abraço.




Fonte:
www.pt.wikipedia.org
www.deere.com

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sábado, 10 de março de 2012

Uso do GPS na Agricultura de Precisão


Na nossa ultima postagem falamos sobre os principais conceitos da AP. Hoje falaramos do Sistema GPS
Como citei na postagem Conceitos básicos da Agricultura de Precisão, coordenadas georreferenciadas são dados indispensáveis para se trabalhar com Agricultura de Precisão. O uso do sistema GPS é atualmente a forma mais utilizada para a coleta destas informações.
O termo GPS significa Global Positioning System que traduzido para o português fica Sistema de Posicionamento Global.

HISTÓRICO
O GPS surgiu 1973, foi projetado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) para oferecer a posição instantânea, velocidade e o horário de um ponto qualquer sobre a superfície terrestre ou bem próxima a ela num referencial tridimensional. Ele surgiu como um produto da guerra fria, com principal objetivo de se obter em tempo real a posição exata de veículo, embarcação e homens.

FUNCIONAMENTO
O sistema para se melhor entendido podemos dividir em três segmentos: Espacial, de Controle e de Usuário.

O SEGMENTO ESPACIAL é constituído por uma constelação de 27 satélites em órbita terrestre, sendo 24 em uso e 3 de reserva, aproximadamente 20200 km com um período de 11h e 58 min cada rotação em volta da Terra e distribuídos por seis diferentes orbitas. Estas orbitas estão separados entre si por cerca de 60º em longitude e têm inclinações próximas dos 55º em relação ao plano equatorial terrestre. Foi concebida por forma a que existam no mínimo 4 satélites visíveis acima do horizonte em qualquer ponto da superfície e em qualquer altura.
Órbita dos 24 satélites GPS.


O SEGMENTO DE CONTROLE é constituído por estações de rastreio distribuídas ao longo do globo e uma estação de controlo principal (MCS- Master Control Station). Esta componente rastreia os satélites, atualiza as suas posições orbitais e calibra e sincroniza os seus relógios. Outra função importante é determinar as órbitas de cada satélite e prever a sua trajetória nas 24h seguintes. As demais estações coletam dados e repassam para a Master Control Station.
Posição das estações de rastreio distribuídas ao longo do globo.

O SEGMENTO DO USUÁRIO inclui todos aqueles que usam um receptor GPS para receber e converter o sinal GPS em posição, velocidade e tempo. Inclui ainda todos os elementos necessários neste processo como as antenas e software de processamento. No cenário da AP temos receptores GPS, pilotos automáticos, programas para elaborar contornos, pontos, grides e todos dados que são coletados com referencias de coordenadas geográficas, enfim muitos outros equipamentos que vem surgindo com a modernização da AP.  
Computador de campo com receptor GPS da marca Trimble.
   


FONTES DE ERRO DO GPS
A principal fonte de erro do sistema foi implementado pelo Departamento de Defesa americano, se chamava "Disponibilidade Seletiva" e tinha função de resguardar a segurança do país. 
Em 2000 o presidente Clinton com um decreto cancelou a Disponibilidade Seletiva e o erro médio que era de 100 metros na localização do receptor ficou dez vezes menor.Atualmente  as principais fontes de erro do GPS são as seguintes:
1º . Erro devido à geometria dos satélites com relação ao observador;
2º . Desvios dos relógios dos satélites;
3º . Atraso de propagação e processamento dos sinais pelos circuitos dos satélites;
4º . Erros devido a trajetórias múltiplas dos sinais;
5º . Efeitos da atmosfera sobre a velocidade e a trajetória de propagação dos sinais transmitidos;
6º . Erros devidos à resolução e ruído do receptor do usuário;
7º . Erro na determinação da posição dos satélites (erro de efeméride).


DGPS
Visando a correção dos principais problemas causadores dos erros, foi desenvolvido o sistema de posicionamento diferencial e relativo (DGPS). Segundo PFOST et al. ( 2001), o DGPS utiliza um sinal de correção emitido por uma estação fixa, uma antena fixa na terra ou um satélite estacionário. Por sua posição no globo terrestre ser conhecida, a estação determina o erro de posição e envia a correção para os receptores.

COMPARAÇÃO DE ERRO ENTRE MARCAS COMERCIAIS DE RECEPTORES GPS
MOLIN et al. (2006) publicou trabalho comparando três modelos comerciais de GPS para calcular os índices de acurácia e precisão dos mesmos e dois períodos de coletas de dados. Os aparelhos usados foram:
- C/A Garmin Legend (L) com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz;
- Garmin Vista (V), com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz;
- John Deere L1 com correção diferencial StarFire1 com 12 canais e freqüência de 5 Hz.
Os dados foram coletados em duas datas diferentes (07 e 15 de abril de 2009) no mesmo horário entre 15h e 16h (uma hora de aquisição de dados), visando utilizar a constelação de satélites no mesmo posicionamento. Veja os resultados na tabela abaixo:
Tabela 1 – Análise dos dados adquiridos com os três receptores em duas datas diferentes: Índice de acurácia (IA), [m]; Erro circular padrão (σc), [m]; e o Erro circular provável (CEP), [m].
Os gráficos abaixo ilustram as posições dos pontos obtidos experimentalmente, em coordenadas planas no sistema UTM. Podemos perceber que os receptores Garmim apresentaram um baixo número de pontos nos gráficos, esse fato ocorreu devido à aquisição de várias coordenadas repetidas. Já no StarFire, isso não ocorreu devido, principalmente, à melhor estrutura de hardware do receptor.

Figura 1 – Receptor C/A Garmin Legend (L) com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz.












Figura 2 – Receptor Garmin Vista (V), com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz.































Figura 3 – Receptor John Deere L1 com correção diferencial StarFire1 com 12 canais e freqüência de 5 Hz.


Conclui-se que há diferenças em relação à precisão e à acurácia tanto em períodos de amostragens diferentes, como entre os diversos receptores. Apesar das variações em relação à acurácia e à precisão, todos os receptores se mostraram aptos para serem empregados em diversas atividades que envolvem a agricultura de precisão.


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segunda-feira, 5 de março de 2012

Conceitos básicos da Agricultura de Precisão

Olá amigos leitores, na ultima postagem falamos sobre o significado do termo Agricultura de Precisão. Visando continuar com as postagens que tem funções mais explicativas da parte teórica da AP, vou falar hoje sobre alguns conceitos básicos da AP.

Coordenadas geográficas
É a localização de um ponto na Terra, caracterizada pela sua latitude e longitude. Um conjunto de linhas imaginárias, denominadas paralelos e meridianos. O cruzamento dessas linhas indica a coordenada geográfica de um determinado ponto. Na imagem abaixo podem observar a posição destas linhas no globo terrestre. 






Para sitar um exemplo de coordenadas vou utilizar como ponto de referencia a cidade em que resido atualmente:
Santa Izabel do Oeste, Paraná, Brasil.
Latitude - 25°49'18.20"S
Longitude - 53°29'4.17"O

Dados
São observações documentadas ou resultados de medição de uma determinada área. Para geração de mapas, os dados devem ser georreferenciados, isto é, deve-se saber as coordenadas geográficas do ponto de onde os dados foram coletados.
Dados de aplicação de kcl coletados de um terminal Vaiper Pro de um equipamento RoGator 1084


Contorno
Contorno é um conjunto de pontos que delimitam a área da propriedade ou do talhão. Na agricultura de precisão marca-se o contorno com o auxílio de um GPS ou com dados de trabalhos já prontos, delimitando a área trabalhada. 

Grade amostral
Grade amostral é uma subdivisão regular de uma área de interesse indicando os pontos no campo onde devem ser amostrados dados.


Mapas na agricultura de precisão
Mapa é a representação de uma área geográfica ou parte da superfície da Terra. Em agricultura de precisão, são gerados mapas que representam a variação de um parâmetro de interesse em uma área. Assim, pode-se interpretar com maior facilidade os dados coletados, visualizando o comportamento em toda a área.
Mapa de colheita.

Interpolação
Interpolação é um método de cálculo que gera estimativas de valores com base em valores conhecidos. Existem diferentes métodos de cálculo para interpolação.

Grade de interpolação
Para geração de um mapa, são calculados valores através de interpolação. É feita uma subdivisão da área em uma grade regular e para cada ponto desta grade será calculado um valor interpolado. Esta grade é a grade de interpolação. Quanto menor a grade, mais detalhado será um mapa, porém, demorará mais para ser calculado.

Observação importante para que não confundir Grade Amostral com Grade de Interpolação :
A grade amostral representa a distância entre os pontos que foram amostrados em campo. A Grade de interpolação é distância entre os pontos calculados no software.


Caros leitores, chega ao fim mais uma de minhas postagens, espero que tenham gostado. Não deixe de comentar.

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