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domingo, 11 de novembro de 2012

Linha de produtos OTMIS da JACTO para Agricultura de Precisão

Olá amigos leitores, anteriormente falei sobre um caso de secesso em AP ocorrido no Paraná, hoje vou falar sobre a linha de produtos da JACTO para operações de Agricultura de Precisão.

A marca OTMIS vem aprofundar a vocação da JACTO em inovação tecnológica apresentando produtos que aumentam a rentabilidade do agricultor dentro do conceito de precisão, buscando diminuição dos custos, aumento da produtividade, qualidade e menor impacto ambiental.

A linha de produtos OTMIS é composta de ferramentas com tecnologia avançadas e algumas na minha opinião bem inovadoras, como o sistema de gerenciamento e armazenamento de dados georeferenciados online.

A seguir vou fazer uma breve descrição dos principais produtos da OTMIS:

Barra de Luzes Otmis LB1100

A Barra de Luzes Otmis LB1100 é um sistema de orientação por sinais dos satélites de posicionamento global (GPS) destinado a aumentar a eficiência das aplicações do plantio à colheita, trazendo benefícios como :
  • Rápida e fácil instalação e operação, evitando erros e aumentando a produtividade
  • Pode ser rapidamente transportado de uma máquina para outra
  • Permite fácil visualização aos operadores do posicionamento ideal e dos mapas de aplicação
  • Grande flexibilidade de uso : pode ser usado em uma variedade de operações de dia ou de noite, do preparo do solo até a colheita
  • Display de fácil leitura e orientação, reduzindo a fadiga do operador
  • Rápido retorno do investimento
  • Tela de 5,7 polegadas com display colorido sensível ao toque (touch screen) e barra de luzes com 16 leds
  • Possibilita marcar pontos de interesse
  • Trabalha com modo autônomo de correção (e-dif)
  • Recebe 10 informações de posição por segundo (Frequência de 10 Hz)
  • Assistente de configuração de fácil entendimento
  • Equipamento resistente à água, podendo ser instalado em tratores sem cabine
  • Gráficos 2D e 3D da área de trabalho
  • Permite gravar o trabalho efetuado e descarregar ops mapas de aplicação em um pen drive
  • Realiza medição de áreas
  • Permite atualização do software  

 Piloto Automático Hidráulico Otmis HP 2200

O Piloto Automático Hidráulico Otmis HP 2200 permite automatizar o direcionamento do pulverizador durante a operação, trazendo benefícios como :
  • Controle preciso e automático do sistema de direção
  • Economiza tempo e insumos evitando sobreposições ou falhas na aplicação
  • Reduz o custo de produção
  • Permite ao operador reduzir a fadiga e concentrar-se mais na operação
  • Possui sistema de correção da inclinação do terreno
  • Aumenta a eficiência e capacidade operacional do pulverizador
  • Rápido retorno do investimento
  • Ícone indicativo do acionamento do sistema de piloto automático
  • Display colorido, sensível ao toque e resistente à água

 Controlador Automático de Seções Otmis SC 3300

O Controlador Automático de Seções Otmis SC 3300 é um recurso que permite automatizar o controle de abertura e fechamento das seções de pulverização, trazendo benefícios como :
  • Pulveriza somente onde precisar, nem mais nem menos
  • Economiza tempo e insumos evitando sobreposição ou falhas na aplicação
  • Reduz os custos de produção
  • Permite ao operador reduzir a fadiga e concentrar-se mais na operação
  • Aumenta a eficiência e capacidade operacional do pulverizador
  • Rápido retorno do investimento
  • Produto favorável ao meio ambiente
  • Permite controlar automaticamente cada seção de pulverização
  • ícones na tela indicam em verde as seções de barra ligadas e em vermelho desligadas

Soluções Otmis Maps

As soluções Otmis Maps usam o conceito de Aplicação Web, onde todos os dados são armazenados em um potente servidor remoto, não sendo necessário o armazenamento no computador local da propriedade. As principais vantagens são :
  • Segurança - não há risco em se perder dados. Todas as informações são armazenadas e replicadas em servidores de alto nível de confiabilidade, seguindo normas mais rígidas de segurança mundial
  • Mobilidade - pode-se acessar as informações de qualquer computador, em qualquer lugar que tenha acesso à Internet
  • Facilidade de uso - não exige instalação de nenhum software específico no computador local
  • Atualização automática - todas as funções são atualizadas diretamente na Internet, sem precisar nenhuma instalação no computador local
  • Redução de custos com hardware - não há necessidade de computadores potentes na propriedade agrícola, pois todo o processamento é executado em servidor remoto, resultando em menores gastos com manutenção de hardware

Sensor Otmis GS 6200

Os sensores podem ser montados em qualquer tipo de veículo para coletar informações enquanto se desloca pela lavoura. No caso da aplicação em tempo real, à medida que o aplicador de fertilizantes se desloca pelo campo, os sensores emitem luz e captam a refletância das plantas, ajustando a quantidade de fertilizante a ser aplicada em função da necessidade das plantas.

 Esta foi uma breve descrição dos produtos da linha OTMIS, espero que tenham gostado.

Grande abraço aos amigos leitores e não deixem de comentar.
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Coleta e Analise de Solo

Olá leitores, hoje vou falar sobre Coleta e Analise de Solo, que para mim é um dos principais fatores para se alcançar exelencia na Agricultura de Precisão.

A analise de solo muitas vezes é considerada inútil para os agricultores, que acabam fazendo aplicações de corretivos e fertilizantes seguindo o que o vizinho fez ou por recomendação de algum técnico sem ter nem um parâmetro de apoio para fazer uma recomendação que represente a realidade do solo que ira ser corrigido. 

O agricultor para economizar alguns reais do custo das analises e interpretação acaba usando corretivos de tipo e quantidades erradas, isso também ocorre com os fertilizantes. Estes erros acabam comprometendo sua produção e resultando em perdas da produção que representam muito mais do que o que se economizou em não realizar as analises do solo. 

Na agricultura de precisão as técnicas a se respeitar na coleta do solo para a realização das analises é igual as da agricultura convencional. O que vai mudar nas coletas é o tamanho da areá analisada, as coletas são georeferenciadas para futura elaboração dos mapas.

Na agricultura de precisão a coleta de solo tem função de identificar os atributos e a variabilidade do solo, sendo assim se tem a necessidade de divididir uma gleba de terra em pequenas porções para melhor representar a variabilidade dos atributos do solo. O tamanho das porções deve ser recomendado por seu técnico que ira analisar cada gleba individualmente.

Para se realizar a coleta do solo na AP precisamos de um aparelho com GPS para coleta dos dados georeferenciados, para a recolha da terra na profundidade desejada pode ser usado pá de corte, sonda, enchada. Como são muitos os pontos de amostragem foi criado um coletor motorizado para as coletas, ele pode ser montado em tratores, carros ou quadriciclos. Este é o equipamento mais utilizado atualmente para as coletas de solo na AP.

Quadriciclo equipado com coletor de solo e receptor GPS.


A coleta do solo na agricultura de precisão começa com a elaboração do contorno da área no aparelho com GPS, estes aparelhos possuem softwers que apartir do contorno criam o gride de coleta e os pontos para georeferenciamento da analise. Estes pontos podem ser movidos para serem posicionados onde melhor representar o ponto.

Na hora da coleta do solo o operador do equipamento deve usar a função de guia do aparelho de GPS para se localizar e fazer um circulo em volta de ponto e coletar em torno de 8 a 12 subamostras para casa ponto. 
A figura mostra as etapas de coleta de dados georeferenciados, em preto esta o contorno do talhão, em amarelo o gride de coleta, em verde os pontos de georeferenciamento das analises e em vermelho as linhas percorridas para coleta das subamostras.

Estas subamostras devem ser juntadas e homogenizadas para formarem apenas uma amostar composta para ser enviada ao laboratório. Esta amostra deve ser acomodada em saco próprio para analise e devidamente identificado com o talhão e o numero da amostra.

Após coletar e acondicionar as amostras envie para um laboratório de sua confiassa. O solo deve ser bem analisado para que você não seja induzido ao erro com parâmetros que não representam a realidade da sua lavoura. 

Espero que tenham gostado de mais uma de minhas postagens, duvidas e sugestões comentem a vontade.

Grande abraço.

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sábado, 10 de março de 2012

Uso do GPS na Agricultura de Precisão


Na nossa ultima postagem falamos sobre os principais conceitos da AP. Hoje falaramos do Sistema GPS
Como citei na postagem Conceitos básicos da Agricultura de Precisão, coordenadas georreferenciadas são dados indispensáveis para se trabalhar com Agricultura de Precisão. O uso do sistema GPS é atualmente a forma mais utilizada para a coleta destas informações.
O termo GPS significa Global Positioning System que traduzido para o português fica Sistema de Posicionamento Global.

HISTÓRICO
O GPS surgiu 1973, foi projetado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) para oferecer a posição instantânea, velocidade e o horário de um ponto qualquer sobre a superfície terrestre ou bem próxima a ela num referencial tridimensional. Ele surgiu como um produto da guerra fria, com principal objetivo de se obter em tempo real a posição exata de veículo, embarcação e homens.

FUNCIONAMENTO
O sistema para se melhor entendido podemos dividir em três segmentos: Espacial, de Controle e de Usuário.

O SEGMENTO ESPACIAL é constituído por uma constelação de 27 satélites em órbita terrestre, sendo 24 em uso e 3 de reserva, aproximadamente 20200 km com um período de 11h e 58 min cada rotação em volta da Terra e distribuídos por seis diferentes orbitas. Estas orbitas estão separados entre si por cerca de 60º em longitude e têm inclinações próximas dos 55º em relação ao plano equatorial terrestre. Foi concebida por forma a que existam no mínimo 4 satélites visíveis acima do horizonte em qualquer ponto da superfície e em qualquer altura.
Órbita dos 24 satélites GPS.


O SEGMENTO DE CONTROLE é constituído por estações de rastreio distribuídas ao longo do globo e uma estação de controlo principal (MCS- Master Control Station). Esta componente rastreia os satélites, atualiza as suas posições orbitais e calibra e sincroniza os seus relógios. Outra função importante é determinar as órbitas de cada satélite e prever a sua trajetória nas 24h seguintes. As demais estações coletam dados e repassam para a Master Control Station.
Posição das estações de rastreio distribuídas ao longo do globo.

O SEGMENTO DO USUÁRIO inclui todos aqueles que usam um receptor GPS para receber e converter o sinal GPS em posição, velocidade e tempo. Inclui ainda todos os elementos necessários neste processo como as antenas e software de processamento. No cenário da AP temos receptores GPS, pilotos automáticos, programas para elaborar contornos, pontos, grides e todos dados que são coletados com referencias de coordenadas geográficas, enfim muitos outros equipamentos que vem surgindo com a modernização da AP.  
Computador de campo com receptor GPS da marca Trimble.
   


FONTES DE ERRO DO GPS
A principal fonte de erro do sistema foi implementado pelo Departamento de Defesa americano, se chamava "Disponibilidade Seletiva" e tinha função de resguardar a segurança do país. 
Em 2000 o presidente Clinton com um decreto cancelou a Disponibilidade Seletiva e o erro médio que era de 100 metros na localização do receptor ficou dez vezes menor.Atualmente  as principais fontes de erro do GPS são as seguintes:
1º . Erro devido à geometria dos satélites com relação ao observador;
2º . Desvios dos relógios dos satélites;
3º . Atraso de propagação e processamento dos sinais pelos circuitos dos satélites;
4º . Erros devido a trajetórias múltiplas dos sinais;
5º . Efeitos da atmosfera sobre a velocidade e a trajetória de propagação dos sinais transmitidos;
6º . Erros devidos à resolução e ruído do receptor do usuário;
7º . Erro na determinação da posição dos satélites (erro de efeméride).


DGPS
Visando a correção dos principais problemas causadores dos erros, foi desenvolvido o sistema de posicionamento diferencial e relativo (DGPS). Segundo PFOST et al. ( 2001), o DGPS utiliza um sinal de correção emitido por uma estação fixa, uma antena fixa na terra ou um satélite estacionário. Por sua posição no globo terrestre ser conhecida, a estação determina o erro de posição e envia a correção para os receptores.

COMPARAÇÃO DE ERRO ENTRE MARCAS COMERCIAIS DE RECEPTORES GPS
MOLIN et al. (2006) publicou trabalho comparando três modelos comerciais de GPS para calcular os índices de acurácia e precisão dos mesmos e dois períodos de coletas de dados. Os aparelhos usados foram:
- C/A Garmin Legend (L) com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz;
- Garmin Vista (V), com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz;
- John Deere L1 com correção diferencial StarFire1 com 12 canais e freqüência de 5 Hz.
Os dados foram coletados em duas datas diferentes (07 e 15 de abril de 2009) no mesmo horário entre 15h e 16h (uma hora de aquisição de dados), visando utilizar a constelação de satélites no mesmo posicionamento. Veja os resultados na tabela abaixo:
Tabela 1 – Análise dos dados adquiridos com os três receptores em duas datas diferentes: Índice de acurácia (IA), [m]; Erro circular padrão (σc), [m]; e o Erro circular provável (CEP), [m].
Os gráficos abaixo ilustram as posições dos pontos obtidos experimentalmente, em coordenadas planas no sistema UTM. Podemos perceber que os receptores Garmim apresentaram um baixo número de pontos nos gráficos, esse fato ocorreu devido à aquisição de várias coordenadas repetidas. Já no StarFire, isso não ocorreu devido, principalmente, à melhor estrutura de hardware do receptor.

Figura 1 – Receptor C/A Garmin Legend (L) com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz.












Figura 2 – Receptor Garmin Vista (V), com 12 canais e freqüência de 0,5 Hz.































Figura 3 – Receptor John Deere L1 com correção diferencial StarFire1 com 12 canais e freqüência de 5 Hz.


Conclui-se que há diferenças em relação à precisão e à acurácia tanto em períodos de amostragens diferentes, como entre os diversos receptores. Apesar das variações em relação à acurácia e à precisão, todos os receptores se mostraram aptos para serem empregados em diversas atividades que envolvem a agricultura de precisão.


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